+  Conheça
  +  Contato
  +  Conheça
  +  Rider Técnico
  +  Imprensa
  +  Contato

PATO FU

Daqui pro Futuro

Nono disco. Para a alegria geral da nação, o Pato Fu continua acreditando que a ordem do dia é criar, criar, criar. São 12 canções sendo 11 inéditas, e muita elaboração. Sem preguiça, sem acomodação, e mais independentes do que nunca.

A produção ficou, como no disco anterior, a cargo de John Ulhoa, guitarrista/compositor da banda. Gravado e mixado no estúdio que John e Fernanda Takai tem em casa, esse álbum é uma espécie de experimento de até onde pode ir a tecnologia dos estúdios baseados em computador, no intuito de produzirem música orgânica e não-mecânica. Tudo que se ouve foi gravado pelos 5 integrantes da banda, dos instrumentos modernos a medievais. Claro, sempre com a juda de samplers e outras maquininhas, como já é de praxe do Pato Fu. As pistas estão em toda parte. Sons da música mecânica mais primária como realejos e relógios estão presentes. Timbres de sequenciadores primitivos, baterias eletrônicas antigas, dos primeiros sintetizadores analógicos. A capa já nos dá a dica: um monstro eletro-orgânico-mecânico toca discos de vinil, produzindo borboletas. O Pato Fu em seu estúdio se tornou um pouco assim, usando tecnologias de ponta pra gerar sons simples e antigos, e gerando texturas complexas a partir de timbres básicos.

“30.000 Pés” abre o disco, uma canção-de-estrada, só que de avião. Um slide em violão de 12 cordas logo na introdução é um som incomum pro Pato Fu. Uma de caixinha de música (um dos tipos mais antigos de música sequenciada), sintetizadores, bateria pesada, baixo potente. A voz de Fernanda bem colocada como sempre. Pato Fu 100%.

“Mamã Papá” (parceria de Fernanda, John e Rubinho Troll) faz a alegria dos que esperavam que o disco anterior tivesse alguma música dedicada à filha, então recém-nascida, de Fernanda e John. Não tinha. Mas agora vem essa música recheada de brinquedos e ultra-dançante num raro momento “álbum de família” do casal.

“Espero” é daqueleas que mostram a liberdade artística que essa banda conquistou ao longo dos anos. Numa banda pop/rock, um arranjo que é só harpa, quarteto de cordas e programações. Em seguida “Cities in Dust”, clássico dos anos 80 da banda Siouxsie & The Banshees. É a única cover do disco, um achado na melhor tradição patofuniana de entortar versões de uma maneira única. “Tudo Vai Ficar Bem” é a canção que conta com uma participação especial: a colombiana Andrea Echeverri (do grupo Aterciopelados) que ajudou a compor e a cantar essa salsa “ao avesso” que tem letra em português e espanhol.

“A Hora da Estrela”, primeira música composta ao piano por John, é delicada em seu tema e sonoridade. A bateria quase sempre poderosa de Xande Tamietti aqui se torna o acompanhamento sutil que a canção pede, deixando espaço para o baixo lindamente melódico de Ricardo Koctus. Tudo muda com “Woo!”, uma disco punk de fazer o chão tremer, baixo distorcido e teclados oitentistas. John e Fernanda cantam juntos essa canção que tem versos como “tranque essse cubículo por fora...”que não deixam dúvidas: é um surpreendente convite aos indecisos para que “saiam do armário”.

“A Verdade Sobre o Tempo” é a canção do envelhecimento e da relatividade do tempo. Guitarra slide, baixo acústico, ambiente caseiro, belo e nostálgico. “Quem Não Sou” é como um mantra, voz com efeitos e teclados remetendo a clássicos da música eletrônica como Kraftwerk e Gary Numan, cortesia de Lulu Camargo. Uma cítara é o toque de classe no final. “Vagalume” mantém o clima, num arranjo de violão de cordas de nylon e programações que remetem aos timbres de Raymond Scott, um dos pais da música eletrônica. A surpresa é a presença do som de um Hurdy Gurdy, um instrumento medieval pouquíssimo usado, principalmente na música pop.

Em “Nada Original” Fernanda canta os tormentos da convivência diária. Piano elétrico e base marcada, timbres muito bem sacados de guitarra. E o disco se encerra com “1000 Guilhotinas”, crônica melódica sobre a guerra e seus soldados, com um surpreendente momento em que se ouve um arranjo de orquestra de Casiotone VL1, talvez o primeiro sintetizador-calculadora de bolso do mundo.

Essa banda sempre entrou em estúdio para servir à música. Dar a ela o que acreditam ser o que cada canção merece, sem se importar com rótulos. Nesse disco o Pato Fu encontrou esse ponto no qual melodias e composições se tornaram um foco. É um álbum em que a urgência e energia cedem um pouco de espaço pros timbres e harmonias. Sinal dos tempos, talvez? É o reflexo dos quase 15 anos de uma banda? Daqui pro futuro, é o que veremos...

Pato Fu: Fernanda Takai: voz John Ulhoa: guitarras, violões, teclados, programações e voz Ricardo Koctus: baixo Xande Tamietti: bateria Lulu Camargo: piano e teclados "Tudo Vai Ficar Bem" participação especial de Andrea Echeverri (Aterciopelados).


Produzido por John Ulhoa
Direção Executiva: Aluízer Malab
Gravado e Mixado por John Ulhoa no Estúdio 128 Japs, Belo Horizonte.
Selo: Rotomusic
Distribuição: Tratore/UOL
Infos: 31 3225-3828 – www.patofu.com.br

2004 Agência Produtora. Todos os direitos reservados.