Chico Teixeira

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Chico Teixeira leva seu folk para os cantos do Brasil
O músico que cresceu entre as melhores safras da música brasileira pede espaço e mostra o diferencial do seu trabalho

Compositor e cantor, Chico Teixeira representa a nova geração da boa música brasileira. Nascido em São Paulo, criado no mato, sua música sobrevoa o campo. Canta sobre a vida e seu jeito de entender o mundo. Eqüidistante do sertanejo, do pop e similares, Chico trás à tona sentimentos que de certa forma foram esquecidos nessa atmosfera saturada, que é o cenário cultural e artístico no Brasil.

Descrever qual a sua linha musical e por onde navega as melodias de Chico, foi seu próprio pai, o músico Renato Teixeira, mestre conhecedor de sua trajetória que o fez em uma conversa informal. “Chico é Folk; brasileiro. Ele bebeu dessa fonte”. Faz parte de um seleto grupo de pessoas que cresceram ouvindo Paul Simon, Bob Dylan, se esgotou na poesia de Geraldo Roca, mas também aprendeu com a viola de Almir Satter e Zé Geraldo. “Fui criado no mato, rodeado de versos e violões, venho de família de músicos, minha casa vivia sempre cheia de músicos, desde Pena Branca e Xavantinho, até o Roy do menudo. Vi muitas canções sendo feitas. O que procuro fazer em meu som, é levar a diante, com muita alegria  o que esses mestres me ensinaram”. Revela Chico.

Em 1998, o violeiro esteve presente no trabalho ‘O novo amanhece’ de Renato Teixeira e Zé Geraldo. A partir de 1999, Chico criou asas e um repertório próprio. Com ele tocou em muitos bares da noite paulistana, como Grazie’a Dio, Blue Note e Café Fubá. Apresentou-se também nos projetos; Prata da Casa e Novo Canto promovidos pelo Sesc.

Mas, a vontade pela vivência musical o fez optar por vários aprendizados. Em 2000 se dispôs a trabalhar ao lado de seu pai como roadie e assistente de palco. De vez em quando dava umas canjas nos shows, para descobrir aí, uma nova leitura sobre a vida, a profissão e a estrada. Dois anos após a experiência vivida, Chico lança seu primeiro cd de forma independente e  produzido por ele mesmo.

O trabalho voz e violão vendeu cerca de 5 mil cópias – número que Chico acreditava ser o suficiente, puro engano, pois a procura permanece – e o resultado desse trabalho lhe rendeu uma boa agenda de divulgação pelas rádios, programas de tvs e shows solos em diversas cidades do Brasil.

Em 2003 Chico se efetiva na banda de Renato Teixeira e portando seu violão de 12 cordas, além dos shows com seu pai pelo Brasil ele também gravou as violas no cd Rolando Boldrin & Renato Teixeira, subiu ao palco acompanhando Pena Branca (um dos maiores nomes da música caipira) e sentiu a responsabilidade de pisar em lugares como o Canecão, no Rio de Janeiro.

E Chico tem entre os admiradores do seu trabalho nomes importantes da música brasileira como Xangai, que revela, “Chico Teixeira tem o sonho  dos alquimistas que transformaram tudo em ouro. Munido de uma seta afiada, consegue fisgar e capturar o mistério da poesia, simplesmente pela beleza de se ter a fala”.

Sobre o show, Chico faz questão de lembrar que seu espetáculo é um encontro muito saudável. Segundo ele, “Ë uma boa hora para encontrar os amigos, interagir e escutar algumas canções que identificam uma geração, ligada na história da mpb e sua evolução”.

Além de voz e violão, Chico também leva aos palcos o formato completo. Rodrigo Oliveira (violão e piano), Marcio Cião (contrabaixo e vocal), Fabiano de Castro (piano) e Caio Inácio (bateria, percussão e vocal). O set list inclui compositores renomados, Geraldo Roca, (autor do ‘Trem do Pantanal’ e’ Mochileira’) e Ataulfo Alves, em’ Laranja Madura’ e ‘Amélia’.

Novos trabalhos estão a caminho, mas antes do lançamento, o músico acredita que suas canções ainda precisam alcançar novos horizontes e lugares que ainda não ouviram a realidade do seu tempo mistificada com a sua poesia.